12/08/2025 POSTADO EM: Gestão Negócios Notícias RH

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    Rinaldo Araujo Carneiro

    Excelente a reflexão proposta no estudo, um alerta sério e bem fundamentado.
    O MEI é atualmente, em grande parte, um nem-nem-nem: nem empregador, nem empregado, nem contribuinte. Todo o esforço feito na reforma da previdência do governo Bolsonaro irá se perder em poucos anos com essa “bomba-relógio” previdenciária, conforme muito bem atesta o estudo.
    Só faltou dizer que o quadro só tende a se agravar, também, porque que o MEI é também desprezado pela classe contábil, onde temos o sub-sub-sub: Sub cliente que paga (quando paga, raríssimos casos) sub honorários e que recebe (quase nunca) sub assessoria.
    Foi ideia infeliz (mais uma) no governo Lula que, no 2o. mandato, lá atrás em 2008 pela LC 128, pelas mãos do Afif, criou essa modalidade. Na época, num congresso de contabilistas lotado em Gramado-RS, o então presidente atual descondenado, foi ovacionado pelos presentes ao anunciar ali uma espécie de”permuta”, no mínimo, nebulosa: em troca de prestarem atendimento “gratuito” aos futuros MEIs, ganharam a possibilidade de seus escritórios contábeis aderirem ao regime tributário do Simples, bem mais vantajoso.
    Já nasceu problemático, só podia dar nisso e, a se manter a omissão de todos os envolvidos, em especial do poder público, a tendência será de piora.

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