Impostos e seus reflexos sociais
Na sexta-feira passada, o Brasil se mobilizou no Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte e Liberdade de Impostos, dia em que se encerrou a jornada de trabalho do brasileiro cumprida apenas para o pagamento de impostos, ou seja, quase cinco meses por ano. Esse dia aparentemente poderia soar como negativo se levarmos em conta que a nossa carga tributária equivale a quase 35% do PIB, mas esse não é o maior problema. Países desenvolvidos, principalmente a União Europeia, tem uma carga tributária até maior do que a nossa, o xis da questão reside no retorno desses tributos pagos em cada um dos produtos que consumimos no dia a dia. Quando este retorno fica aquém do esperado, temos uma educação e saúde pública deficitários, que ficam sem os recursos previstos até mesmo na Constituição.
Mas apesar de todas as defasagens tributárias, principalmente devido ao desvio de verbas que teriam como destino final o cidadão brasileiro, se fizermos uma análise global, estamos indo muito bem em todos os sentidos. A educação e saúde públicas brasileiras, apesar de suas falhas estruturais, estão universalizadas através dos maciços investimentos feitos pelos governos federais dos últimos anos em programas como o Bolsa-família e o SUS.
O número de crianças abandonando a escola está diminuindo a cada ano que passa e o de matrículas no ensino fundamental aumenta na proporção inversa, segundo a última pesquisa do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. E isso é um ótimo sinal, pois cidadãos na escola são cidadãos capacitados para os desafios do mercado de trabalho, que anda em alta e que necessita de trabalhadores cada vez mais qualificados.
O emprego em nosso País vem crescendo, e isso vem acompanhado do aumento da renda e é isso que faz a diferença entre a situação atual do trabalhador brasileiro e a situação de brutal desemprego nos outros países, em especial a União Europeia, cujo desemprego em alguns países chega aos 25% da população, especialmente entre os jovens.
Então, que possamos valorizar cada vez mais o papel do professor na sala de aula em que estamos inseridos, pois ele é a base de todas as profissões e precisamos dele para conseguirmos uma vaga no mercado e, por consequência, sermos os contribuintes de amanhã.
* por Cláudio Schmitt, auxiliar administrativo / artigo publicado no AN Jaraguá

