01/02/2016 POSTADO EM: Artigos Contabilidade

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    KLEBER SOUZA

    Nossa sociedade é mesmo sui generis em todos os aspectos. É verdade: todo empresário deseja consultoria. Mas nem todos tem intenção de pagar preço justo por ela. De maneira geral, tem visão de curtíssimo prazo e não enxergam os ganhos de longo prazo para seu negócio. Só para ficarmos no campo de RH. Nossos gestores aviltam salários trocando os experientes por juniores, não pagam horas extras, suprimem direitos de todo tipo, não recolhem previdência e FGTS, exploram até o limite a mão-de-obra. Com raras exceções, o sonho dos empresários é obter sucesso rapidamente às custas dos outros. É mostrar o carrão para o cunhado.
    Numa sociedade caracterizada pelo desprezo à igualdade, que não valoriza o ganho mútuo e a perenidade dos investimentos, não adianta acreditar em contos de fadas. Ainda que haja um software de análise, haverá a necessidade de um profissional qualificado para interpretá-lo ou “traduzi-lo”. Aqui estará a consultoria.
    Caso o software seja tão eficiente a ponto de dispensar essa análise, demandará horas e horas de parametrização de um profissional. Aqui estará o investimento.
    A realidade é dura. Os empresários, de modo geral, não tem conhecimento de planejamento financeiro pessoal, quiçá de planejamento empresarial. Talvez por essa razão, o desprezam, valorizando muito pouco iniciativas do seu profissional de contabilidade, a não ser que “eles se esforcem para lhes oferecer preços convidativos”, o que nos leva novamente ao ganho unilateral.

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