Reforma tributária exige revisão do Simples e muda estratégia das empresas
Por Mauro Pupim
Muitos empresários optam automaticamente pelo Simples Nacional, principalmente para reduzir burocracias e simplificar o pagamento de tributos. A reforma tributária não acabou com Simples, mas trouxe impactos relevantes para os contribuintes enquadrados nesse regime.

Uma das principais mudanças é a possibilidade de escolha sobre a forma de recolhimento dos novos tributos (IBS/CBS). As empresas poderão optar pela modalidade de recolhimento “por dentro”, incluído no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), ou recolhimento “por fora”, com apuração separada do IBS e da CBS.
No modelo “por dentro”, a empresa não gera créditos relevantes de IBS e CBS para seus clientes e isso pode reduzir sua atratividade como fornecedora, especialmente para empresas de regimes como lucro presumido ou lucro real, que tendem a priorizar parceiros que permitam maior aproveitamento de créditos tributários. Além disso, as empresas desse modelo podem enfrentar desvantagens competitivas em relação a concorrentes que adotem o recolhimento “por fora”.
No entanto, a opção pelo modelo de recolhimento “por fora”, visando apenas a possibilidade de gerar créditos, não pode ser uma decisão corriqueira e sim calculada, já que a alíquota estimada da reforma gira em torno de 27%.

