Redução de jornada de trabalho para 40 horas custaria R$ 158 bilhões às empresas, diz FecomercioSP

De acordo com o cálculo da entidade, os setores de comércio, logística, construção e atendimento podem ser os mais afetados
De acordo com um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) as empresas do país terão um custo de R$ 158 bilhões na folha de pagamento caso a jornada de trabalho de 40 horas for aprovada, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, do Ministério do Trabalho.
Para a FecomércioSP, isso representa um choque de custos para os negócios, especialmente os de pequeno e médio porte. O setor de Serviços, por ser maior, seria mais impactado, com elevação de quase R$ 80 bilhões na sua folha de pagamentos. A indústria (R$ 35 bi) e varejo (R$ 30,4 bi) também seriam severamente afetados pela mudança.
Segundo a RAIS, cerca de 35,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com vínculos formais estão enquadrados na faixa entre 40 e 44 horas semanais trabalhadas, algo que representa 62% da força de trabalho celetista do Brasil. Nos setores do comércio, logística, construção, atendimento, a execução das atividades depende da presença simultânea de trabalhadores organizados em turnos.
O agronegócio, por exemplo, tem 92% dos vínculos celetistas enquadrados nessa faixa, a construção civil, 91%. Varejo (89%) e indústria (85%) também possuem parcelas significativas de contratos de trabalho com um jornada de 44 horas semanais.
Se hoje um funcionário é contratado para uma jornada de 220 horas (44 horas semanais) por um salário de R$ 2.200, significa que o custo da hora trabalhada é de R$ 10. Caso a jornada seja reduzida para 40 horas (200 horas) e o salário permaneça inalterado, o custo dessa hora subiria 10% para R$ 11.
Fonte: Folha PE

