Inflação segue em alta e não dará trégua aos brasileiros
Para especialista, é necessário combinar políticas monetária e fiscal, a fim de desinflacionar a economia no ano de 2022
Após uma semana marcada por mais uma alta agressiva de juros, com a taxa Selic chegando a 10,75% ao ano, o mercado conhecerá, na próxima quarta-feira (9), a inflação do mês de janeiro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A perspectiva dos especialistas é de que, independentemente do resultado de janeiro, a inflação ainda será forte em 2022.
“Para este ano não há muito o que fazer. Porém deve haver uma desinflação, que está relacionada com o aperto monetário que já foi feito. Como o pacote de combustíveis, que deve reduzir o indicador a curto prazo, as chuvas podem contribuir para a queda de preço na energia elétrica, porque os reservatórios devem ficar mais cheios”, explicou o economista. “Mas tudo isso não deve guiar a inflação de volta para a meta em 2022”.
Impactos
Para o especialista, cada vez mais o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem atrapalhado o processo de desinflação. O Auxilio Brasil – antes Bolsa Família, por exemplo, tem um impacto macroeconômico. Segundo o economista, esse dinheiro que vai para as famílias de baixa renda, se torna consumo e aumenta a demanda. A PEC dos Combustíveis, que visa desonerar os preços, tende a elevar o consumo também.
Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco do Brasil (BC) elevou a Selic, a taxa básica de juros, mais uma vez, para 10,75% ao ano. Com isso, a taxa básica atinge os altos patamares já esperados por especialistas do mercado financeiro. É a primeira vez que os juros vão a dois dígitos, desde 2017. E é o oitavo reajuste consecutivo na taxa Selic que, desde março, tem elevado as taxas em 0,75%. A elevação do indicador foi maior nas três últimas reuniões, de 1,5%.
Correio Braziliense


