Governo vê prazo se esgotar com ameaça de o Congresso não votar isenção do IR, aposta para eleição
A isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil precisa virar lei até 30/9 para começar a valer em 2026; projeto é uma das principais apostas eleitorais de Lula – Foto: Marina Ramos
Promessa eleitoral do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a isenção do Imposto de Renda (IR) é a principal aposta da gestão petista para a reeleição, mas não depende apenas do presidente. Entregue à Câmara dos Deputados em maio, o projeto de lei (PL) para isentar do IR quem recebe até R$ 5 mil por mês ainda não foi à votação.
Ele precisa virar lei até dia 30 para valer em 2026. A dez dias do fim do prazo, o PT se lança às negociações para garantir que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque a proposta para votação. O relator é Arthur Lira (PP-AL), escolhido como estratégia para privilegiá-lo com a pauta de caráter popular. O parecer dele já foi entregue aos líderes.
A votação depende de Hugo Motta, mas a pauta do plenário da Câmara foi atropelado nas últimas semanas, e a tendência é que se repita nos próximos dias, com discussões da PEC da Blindagem e do PL da Anistia. O trâmite da isenção do IR não se esgota na Câmara, e, depois de votada pelos deputados, ela ainda precisa ir ao Senado.
A urgência do Planalto é tanta que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desistiu de ir a Nova Iorque com o presidente para a Assembleia Geral das Nações Unidas. A perspectiva é que ele se dedique às articulações pelas votações do PL do IR na Câmara e no Senado. Aliás, entre os senadores a situação é mais simples.
