Crimes cibernéticos e nota fiscal eletrônica preocupam deputados
O aumento dos crimes chamados cibernéticos e o prazo para uso da nota fiscal eletrônica pelos produtores rurais repercutiram na sessão de quarta-feira (15) da Assembleia Legislativa, expondo a preocupação dos parlamentares com os dois assuntos.
“Infelizmente a tecnologia pode e é utilizada de forma equivocada. Já sofremos tentativas de golpes pela internet das mais variadas formas, sempre colocando em risco o patrimônio. As denúncias cresceram 400% em 2022, segundo o Procon. O estado precisa responder de forma rápida. Precisamos de uma polícia que seja mais ágil que os golpistas”, defendeu Matheus Cadorin (Novo).
O deputado indicou a criação de uma delegacia especializada em crimes cibernéticos, com sede em Joinville.
‘É a maior cidade e trará mais segurança ao nosso estado, precisamos de uma polícia mais tecnológica”, propôs o parlamentar.
Delegado Egídio (PTB) concordou com o colega.
“Diminuíram os crimes de furtos e roubos, mas aumentaram muito os crimes cibernéticos”, revelou o parlamentar, acrescentando que houve uma migração dos criminosos para a prática de golpes via internet.
Já o deputado Neodi Saretta (PT) demonstrou preocupação com o prazo – 1º de julho – para que também os produtores rurais passem a utilizar a nota fiscal eletrônica, abandonando de vez as notas preenchidas manualmente.
“No interior não tem Internet, quase 70% dos agricultores não têm cobertura de Internet através das operadoras de telefonia, precisam colocar antenas”, descreveu Saretta, que sugeriu manter a nota manual e esticar o prazo em alguns dias para o processamento digital.
Mauricio Eskudlark (PL) acompanhou Saretta.
“Concordo plenamente com o assunto levantado”.
Fonte: ALESC

