As medidas foram formalizadas por meio de uma medida provisória e um decreto presidencial, após reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e líderes partidários, na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O objetivo é reverter o desgaste político gerado pelo decreto anterior e, ao mesmo tempo, garantir o equilíbrio das contas públicas com novas fontes de arrecadação.
IOF menor para empresas e seguro VGBL
Entre os pontos centrais da proposta, está a redução de até 80% da alíquota do IOF sobre operações de risco sacado — utilizadas por empresas em operações de antecipação de recebíveis.
O governo também reduziu a tributação sobre seguros do tipo VGBL, forma de previdência privada usada por milhões de brasileiros.
A queda na arrecadação prevista será compensada com outras medidas tributárias.
Para compensar as perdas com a redução do IOF, o governo confirmou:
- Alíquota de 5% de IR sobre Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que hoje são isentas;
- Aumento da alíquota sobre apostas esportivas de 12% para 18% sobre a receita líquida (GGR);
- Tributação de criptoativos, com regulamentação específica;
- Uniformização da alíquota do IR sobre aplicações financeiras em 17,5%;
- Equalização da CSLL para instituições financeiras, que passa a variar entre 15% e 20%, com eliminação da alíquota reduzida de 9% para fintechs.
O pacote inclui ainda um “pente-fino” nas regras de compensação de créditos tributários, para evitar manobras abusivas por parte de empresas, e uma meta de corte de 10% em gastos tributários.
Reação política e próximos passos
O novo pacote surge após a edição de um decreto presidencial, há cerca de duas semanas, que elevava o IOF em diversas transações financeiras.
A reação foi imediata no Congresso e no mercado: mais de 20 projetos foram apresentados para derrubar o decreto.
O governo então revogou parte da medida no mesmo dia, mantendo a cobrança apenas em algumas operações, e se comprometeu a apresentar uma alternativa.
Em 28 de maio, Haddad se reuniu com Hugo Motta e Davi Alcolumbre, que deram ao governo um prazo de dez dias para reformular a proposta.
Veja os principais pontos do pacote publicado
- Reduções no IOF
- Redução de até 80% sobre operações de risco sacado;
- Redução da alíquota para seguros do tipo VGBL;
- IOF mínimo para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC);
- Isenção de IOF para retorno de investimentos estrangeiros diretos.
Medidas de compensação
- IR de 5% sobre LCI e LCA (antes isentas);
- Aumento da alíquota sobre apostas esportivas de 12% para 18%;
- Tributação de criptoativos;
- Uniformização da alíquota de IR sobre aplicações financeiras (17,5%);
- Alíquota de CSLL para instituições financeiras entre 15% e 20%;
- Corte de 10% em gastos tributários;
- Regras mais rígidas para compensações de crédito tributário.

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O Governo NÃO QUER CORTAR GASTOS.
PREFERE AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA….QUE É UM ABSURDO PARA AS EMPRESAS E TODO POVO BRASILEIRO.
CONGRESSO NÃO DEVE ACEITAR MAIS IMPOSTOS. CONGRESSO CERTÍSSIMO.