Em 2022, a pesquisa mostra que havia 7,9 milhões de empresas e organizações formais ativas no país, das quais 2,6 milhões eram empresas empregadoras. Eram 40,5 milhões de pessoas ocupadas nessas empresas, das quais 36,5 milhões, assalariadas.
Desse grupo, 405,6 mil eram novas empresas empregadoras, o que representou 15,3% do total das companhias ativas naquele ano. Isso significa que uma a cada seis empresas empregadoras ativas era recém-inaugurada.
A taxa de nascimento, proporção em relação ao total de empresas empregadoras, chegou ao maior valor desde 2017 (10,9%).
As empresas empregadoras que nasceram contrataram aproximadamente 1,7 milhão de trabalhadores. Cerca de 92,7% das empresas empregadoras que nasceram tinham de 1 a 9 pessoas assalariadas, mostrando predomínio das empresas de menor porte. Apenas 6,6% tinham de 10 a 49 funcionários. O restante, 50 ou mais.
Os setores que mais contribuíram para o surgimento de novas empresas empregadoras foram:
- Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 39,4%
- Alojamento e alimentação: 9,9%
- Indústrias de transformação: 8,7%
O comércio também foi o setor com o maior número de empresas empregadoras que encerraram suas atividades (43,3%) naquele ano.
Empresas de alto crescimento e gazela
O IBGE também identificou que, em 2022, o Brasil tinha 70.032 empresas de alto crescimento, que são aquelas que aumentam o número de funcionários em pelo menos 20% ao ano, por três anos consecutivos.
Destas, 6.623 eram empresas “gazelas”, subgrupo formado pelas empresas de alto crescimento mais jovens, situadas na faixa de três até cinco anos de idade. Os setores com maior participação de empresas de alto crescimento foram:
- Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas: 25,9%
- Indústrias de transformação: 20,8%
- Atividades administrativas e serviços complementares: 10,8%
Esses dados seguem uma tendência global de pesquisa e fornecem uma visão detalhada sobre a dinâmica das empresas no Brasil, concluem os pesquisadores.

