Escolha pela profissão: paixão ou influência?
São constantes os questionamentos dos jovens quanto à escolha por uma carreira que os traga felicidade. Artigos são publicados, pesquisas feitas e informações lançadas nos mais diferentes veículos de comunicação. Porém, o fato é que, quanto antes o jovem definir por sua carreira, mais felicidade e realizações ele promoverá ao longo de sua vida.
Em meio às mudanças típicas da juventude, há muito a considerar na hora de escolher por uma carreira. Quase sempre, a definição é influenciada pelos pais e na maioria das vezes sustentada pelo profissional com medo de reconhecer que a decisão não foi acertada e recomeçar. Dilemas, desgastes, frustrações e outros sentimentos vêm à tona diante deste cenário.
Escolher a profissão considerando a carreira dos pais ou outro membro da família pode ser um grande sinal de admiração. A segurança em seguir por esse caminho e aproveitar as oportunidades de um “padrinho deve ser considerada. Entretanto, pode ser uma armadilha. Nem sempre a admiração ou um caminho facilitado será sustentável no médio e longo prazo. Eu diria que o segredo permeia a famosa frase: O que importa não é ter, mas ser!
Ouvimos sobre líderes que, um dia são referências e ocupam cargos importantes em uma grande organização e, no outro, são desmascarados devido a atitudes duvidosas. Portanto, não adianta ter bom cargo, uma carreira que será sustentada pela admiração ou apoio dos pais se o jovem não se identificar com a profissão.
Estamos falando de moral e ética. Essa identificação é que sustenta um propósito de vida. Que vai fazer com que o jovem abrace causas relacionadas à profissão, que o fará desbravar caminhos desconhecidos. Além de criar demanda por uma análise sutil da situação real, a fim de estancar problemas corriqueiros e atuar em uma brilhante ideia que impactará a vida das pessoas e do consumidor. Seja lá por onde andar, emanará a paixão pela profissão, que será sustentada por suas atitudes.
É fácil notar uma pessoa que não se identifica com sua profissão. Sinais clássicos: atitudes marcadas pela obrigação em fazer, atenção desviada a outros assuntos, dificuldade de concentração e foco, estresse e reclamações constantes, dificuldade em conseguir adeptos a suas ideias ou simplesmente expor projetos, entre outros.
Em contrapartida, é fácil identificar quem acertou na escolha da profissão. Percebe-se claramente a paixão nas atitudes, a paciência e persistência em seguir com propósitos e projetos. A busca incessante por dados e informações que sustentem teorias, sugestões… A facilidade em mobilizar para ações em conjunto, a gana por levantar todos os dias e fazer valer valores e missão de vida, sem desviar-se do caminho, ainda que diante de grandes desafios.
* por Elisabete Oliveira, psicóloga e consultora / artigo publicado no AN Jaraguá

