Standard & Poor’s melhora a avaliação do Brasil pela primeira vez desde 2019
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a avaliação da agência de risco é o reconhecimento dos esforços de uma série de agentes: ‘Tem muito trabalho pela frente, é só um começo’, afirmou.
O trabalho das agências de classificação de risco é avaliar a qualidade do título de dívida emitido por uma empresa ou por um país. É um radar importante porque reflete a percepção da agência sobre a capacidade do país de honrar suas dívidas. E esse trabalho é seguido de perto por fundos de pensão e fundos de investimento no mundo inteiro.
Normalmente, as agências usam uma tabela de letras para dar essas chamadas notas de crédito. Quanto melhor for essa nota, mais seguros os países são considerados pelos investidores e mais baixos os juros das dívidas dos governos.
No caso da Standard & Poor’s, as letras vão de A a D – sendo o AAA de mais alta qualidade e a D, a pior, quando um país está próximo da inadimplência. O Brasil ocupa hoje um grau intermediário nessa classificação de risco.
Em um passado não tão distante, o Brasil já esteve no primeiro grupo. Foi em 2008, no segundo mandato do presidente Lula, quando o Brasil obteve o chamado grau de investimento – passou a ser considerado um destino seguro para os investidores.
Mas perdeu o selo em 2015, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Em 2016, ainda no governo Dilma, sofreu mais um rebaixamento. E, em 2018, no governo de Michel Temer, caiu para o patamar atual: BB – (países que, segundo as agências, não mantém controle rígido das contas públicas).

