Preços de aluguel disparam depois de negociações ‘generosas’ durante a pandemia; entenda
Índice FipeZap aponta para alta de 17,05% nos preços das locações no acumulado de 12 meses. Retomada da demanda e renegociações anteriores abaixo da inflação viraram motor dos últimos reajustes.
Os preços médios do aluguel no Brasil dispararam nos últimos meses. Dados divulgados pelo último Índice FipeZap mostram que o aumento foi de 1,61% em fevereiro, no oitavo avanço consecutivo. Em 12 meses, a alta acumulada é de 17,05%.
O cenário, segundo especialistas, reflete uma série de fatores, tais como:
- Uma “recomposição de preços” após negociações mais brandas durante a pandemia;
- A variação dos indexadores de aluguel;
- A maior demanda por imóveis bem localizados para locação — principalmente em meio à volta das pessoas para os centros empresariais;
De acordo com o indicador, todas as 11 capitais avaliadas registraram alta no mês, com destaque para Florianópolis (SC) e Goiânia (GO), que tiveram avanços de mais de 4% no período. Em 12 meses, essas duas capitais acumulam altas de 33,36% e 31,23%.
Veja mais detalhes abaixo.
Entenda o que tem pressionado os preços do aluguel para cima no Brasil e o que podemos esperar à frente, a partir dos pontos abaixo:
- Recomposição de preços após a pandemia;
- Variação dos indexadores de aluguel;
- Maior demanda por imóveis disponíveis para locação;
- Perspectivas à frente.
Recomposição de preços após a pandemia
Segundo especialistas, grande parte dos aumentos vistos nos últimos meses respondem por uma recomposição de preços por parte dos proprietários dos imóveis após a pandemia. Na fase inicial da pandemia, muitos proprietários permitiram a manutenção do aluguel nos contratos ou optaram por fazer ajustes com desconto.
“Justamente porque teve muita gente com a renda impactada durante a Covid-19, os proprietários fizeram um forte exercício de negociação para que a ocupação do imóvel fosse mantida naquele momento”, afirma a diretora de risco e governança da Lello Imóveis, Moira Toledo.



