Conta de luz fica mais cara no verão: reajuste pode ser de até 8,6%

Especialista aponta formas de economizar nesse período – Foto: Freepik
Com a chegada do calor, os brasileiros têm mais um motivo para se preocupar além das altas temperaturas: suas contas de luz estão prestes a ficar mais caras. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revelam que, durante o verão, a conta de luz pode chegar a encarecer até 8,6%. Mas o que explica esse aumento? Vamos aprofundar essa questão com a ajuda do especialista em finanças e investimentos, Hulisses Dias.
De acordo com o especialista, “o aumento pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo a maior demanda por energia devido ao uso intensivo de aparelhos de ar-condicionado, a redução do nível dos reservatórios de água nas usinas hidrelétricas, que torna necessário o acionamento de usinas termelétricas mais caras, e o reajuste tarifário anual das concessionárias de energia. Aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e congeladores são alguns dos maiores consumidores de energia no verão. Além disso, deixar luzes e aparelhos eletrônicos ligados desnecessariamente também pode aumentar o consumo”, explica.
As implicações financeiras desse aumento nos custos de eletricidade são notáveis. Famílias que dependem fortemente de dispositivos de resfriamento e eletrodomésticos durante o verão podem ver um impacto significativo em seus orçamentos. Para ajudar a mitigar esse impacto, Hulisses oferece algumas dicas como: “limpe os filtros do ar-condicionado regularmente, substitua eletrodomésticos de baixa eficiência energética por modelos mais eficientes, mantenha a temperatura do ar-condicionado em um nível confortável, evitando ajustes extremos; substitua lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED; mantenha portas e janelas fechadas durante o dia para evitar o calor excessivo; plante árvores e arbustos ao redor da casa para criar sombras naturais e abra a geladeira apenas quando necessário, evitando deixá-la aberta por muito tempo”.
Encontrar o equilíbrio entre o conforto térmico em casa e a redução do consumo de energia é fundamental. Para Hulisses, isso pode ser alcançado através de práticas simples e inteligentes, como a manutenção adequada do ar-condicionado, a melhoria do isolamento da casa, o uso de ventiladores e o aproveitamento de sombreamento externo.
O especialista destaca que investir em eficiência energética pode ajudar a reduzir os custos a longo prazo. Ele menciona a instalação de painéis solares como uma opção cada vez mais popular e sustentável. “Uma outra alternativa é se tornar sócio de empresas do setor elétrico através do mercado financeiro e com o passar do tempo ver os dividendos recebidos bancando não só a conta de energia, mas também outros gastos essenciais do dia a dia”, sugere.
Para lidar com os aumentos sazonais na demanda por eletricidade, ele diz que “o governo e as concessionárias de energia podem adotar medidas como a geração de energia de fontes diversas (hidrelétrica, termelétrica, solar, eólica), a promoção de programas de eficiência energética e a implementação de tarifas diferenciadas para incentivar o uso de energia em horários de menor demanda. O uso de fontes de energia limpa e renovável, como a solar e eólica, pode influenciar positivamente os custos de eletricidade no futuro, uma vez que essas fontes tendem a ser mais baratas e sustentáveis a longo prazo. A transição para fontes de energia mais limpas também pode reduzir a volatilidade nos preços da energia, uma vez que não dependem de recursos finitos, como o petróleo e o gás natural”, concluiu Hulisses.
Fonte: Diário de Petrópolis

