Mercado aquecido
O cenário do mercado favorece esses ensejos dos trabalhadores. O índice de desemprego qualificado ficou em 3,3% no terceiro trimestre de 2023, 0,50 ponto percentual (p.p) abaixo do mesmo período do ano anterior, conforme o Índice de Confiança Robert Half (ICRH), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento da consultoria também mostrou que o número de pessoas que está confiante em conquistar uma recolocação nos próximos seis meses aumentou para 36%, 3 p.p. a acima da última pesquisa realizada.
“O cenário é promissor para os candidatos atentos às novas demandas das empresas, que concorrem de forma acirrada pelos melhores talentos do mercado”, diz Mantovani.
“Job hopping”
A toda essa motivação presente no mercado de trabalho tem se atribuído um nome: “job hopping” (opção de mudança de carreira, tradução do inglês).
Segundo a Robert Half, o termo ganhou força fora do Brasil e estão em alta em vários países. Os “job hoppers” podem mudar com frequência de empresas ou até mesmo de segmento, o que pode ser bom para os trabalhadores, mas acende um sinal de alerta para as empresas.
Os recrutadores avaliam os candidatos com esse tipo de histórico com algumas ressalvas. Para 69%, é necessário entender o contexto e as razões para as mudanças.
Já pouco mais da metade (55%) se preocupa com a estabilidade, e uma porcentagem menor dos empregadores (46%) acreditam que pode indicar algum tipo de dificuldade de adaptação.
Mantovani reforça que buscar pela realização profissional, enquanto o mercado de trabalho está se transformando, não é avaliado como algo negativo. Isso porque se mostra “relevante os aprendizados e conquistas de cada experiência”.
Contudo, “a carreira precisa ser encarada de forma estratégica e aqueles profissionais ‘pula-pula’ que não souberem justificar bem as mudanças ainda podem ser malvistos pelo mercado”, alerta o executivo.
Fonte: CNN