Brasil tem mais de 29 mil golpes por mês em anúncios de emprego

Pesquisa elaborada pela OLX alerta sobre a importância de proteger dados pessoais e ficar atento a ofertas de empregos muito atrativas- Foto: arquivo
Em um cenário de retração econômica e 11,3 milhões de desempregados no Brasil e com queda no poder aquisitivo da população, destaca-se também os golpes aplicados em quem procura por emprego. Levantamento de mercado realizado pela OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda do país, aponta que foram aplicados cerca de 29 mil golpes por mês em candidatos que buscam emprego de janeiro a maio de 2022.
Com mais pessoas buscando emprego ou renda extra, os fraudadores também passam a atuar mais nesse segmento, criando vagas falsas e atraindo candidatos com o objetivo de conseguir dados, como CPF e dados bancários, e dinheiro por meio de cobrança de taxas para seleções de vagas que não existem.
As abordagens vão desde anúncios na internet, como ofertas de empregos chamativas, com altos ganhos ou poucas horas de jornada e trabalho remoto, como os enviados por SMS ou aplicativos de mensagens, muitas vezes utilizando indevidamente nomes de empresas reconhecidas para atrair às vítimas.
Pesquisa complementar realizada pela OLX, com cerca de 1500 pessoas mostrou que 46% delas haviam buscado vagas de emprego online nos últimos dois meses. No primeiro contato, 80% das pessoas já passam o número do celular, 64% o e-mail e o nome completo e 18% o número do CPF.
Com essas informações, os fraudadores continuam a conversa por outros canais, fora dos sites de anúncios de vagas, e em ambientes com menos segurança. 56% dos entrevistados indicaram que recebem retorno por aplicativos de mensagem após se candidatarem a vagas de emprego e outros 45% por e-mail. Carteira de trabalho assinada (45%), carga horária (43%), não precisar de experiência prévia (43%) e salário (39%) são os diferenciais que mais atraem os candidatos que procuram emprego.
Todo esse cenário facilita a atuação de golpistas. A necessidade de uma rápida recolocação no mercado de trabalho faz com que as pessoas fiquem menos cuidadosas ao avaliarem as ofertas de emprego e mais propensas a passar informações pessoais e a pagar supostas taxas para participarem dos processos seletivos de vagas inexistentes.
