Programas de governo
As projeções recentes indicam que teremos um crescimento do PIB importante em 2010. Nossa estimativa é algo como 6%, mas o governo já fala em crescimento de 7% neste ano. De qualquer forma, um desenvolvimento robusto, porém não podemos esquecer que em 2009, em função da crise mundial, o crescimento foi negativo em 0,2% _ o único ano sem crescimento nos últimos 17 anos.
Importante, também, salientar que nos últimos anos, o crescimento da renda foi significativo para boa parte da população. Mesmo assim, é bom registrar que ainda temos um contingente de mais de 60 milhões de pessoas que passam fome no Brasil. Ainda temos muito por fazer. Os partidos, junto com seus candidatos, depositaram na Justiça Eleitoral seus programas de governo nenhum deles detalhado o suficiente, nenhum deles discutido com a população.
Isto nos mostra que os candidatos não estão preocupados com qualquer plano de governo mais efetivo, que se preocupe com o Brasil daqui a 10, 20 anos. Estão em campanha com a visão do hoje, ao que parece com um bom crescimento econômico, mas pouco atinando que ainda falta muito por caminhar para que não mais tenhamos cidadãos sem alimento suficiente neste país; que não haja qualquer atitude contrária à vida em qualquer estágio da existência humana, o maior bem da nossa existência; que tenhamos uma melhoria clara em nosso sistema de educação (maior garantia do futuro de uma nação) e que tenhamos mais segurança.
Como vemos, há muito ainda o que fazer. Além da educação, precisamos investir muito na infraestrutura viária, portos, aeroportos, saneamento básico, só para citar algumas áreas. Temos que fazer muito, também, para a saúde.
* por Roberto Vertamatti, Conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade / artigo publicado hoje (22) no jornal Diário Catarinense
