Por que pagar tantos impostos?
Somente nos primeiros dias de 2012, de primeiro de janeiro a 22 de fevereiro, a União já arrecadou mais de R$ 236 bilhões.
O governo federal aperta o cinto e está cada vez mais sedento pelo dinheiro do contribuinte brasileiro. Somente nos primeiros dias de 2012, de primeiro de janeiro a 22 de fevereiro, a União já arrecadou mais de R$ 236 bilhões. Em Mato Grosso já foram arrecadados, nesse mesmo período, mais de R$ 952 milhões. Esses números podem ser conferidos no site: www.impostometro.com.br. O grosso dos recursos arrecadados vai para pagar juros da divida pública e não para investimentos.
Hoje, são pelo menos nove os principais tributos que caem no lombo do brasileiro. Entre eles estão o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cobrados pela União. Nos Estados têm o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Já nos Municípios são cobrados o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e o Imposto Sobre Serviços (ISS).
Mas, até quando o povo brasileiro vai continuar sendo escravo de um sistema governamental tão perverso que impede o desenvolvimento e o crescimento do país, e que ao mesmo tempo não dá condições para que as pessoas tenham um pouco de dignidade. Infelizmente, não é de hoje que a nossa gente vem sendo penalizada com impostos tão altos. O alto valor da carga tributária brasileira está se tornando insustentável.
Não digo que não devemos pagá-los, o que me deixa contrariado, e creio que a maioria da população brasileira, é o abuso dos governos federal, estaduais e municipais de não darem a contrapartida e, devolver à sociedade os benefícios que ela precisa, como por exemplo: saúde de qualidade, transporte público eficiente e educação de primeiro mundo.
Um dos impostos altamente corrosivo ao nosso bolso e cobrado pelo governo estadual é o famigerado IPVA, além da cobrança desse tributo, temos que pagar mais a Taxa de Serviços – que este ano subiu quase 100% – e, ainda, temos que arcar com o Seguro Obrigatório. Isso sem contabilizar o IPTU, que em 2012, teve um aumento de mais de 50%, acumulando uma alta – de 2010 a 2012 – em mais de 170%.
Assim como no caso do IPTU, os benefícios oriundos da arrecadação do IPVA – vale lembrar que 50% ficam com o Estado e os outros 50% com o Município – não têm sido satisfatórios. As ruas e avenidas, a maioria delas está em péssimas condições de trafegabilidade, estão cheias de buracos. Além disso, elas estão más sinalizadas tanto na horizontal, como na vertical.
Em relação às placas de sinalização, muitas delas estão em estados deploráveis. Elas não existem em muitas ruas, travessas e avenidas da capital. Outro problema muito sério em Cuiabá é com os redutores de velocidade, mais conhecidos como quebra-molas, poucos estão sinalizados ou construídos em locais errados.
O pior de tudo isso é que sai governo e entra governo e ninguém está nem aí. São fatos lamentáveis e inadmissíveis. Até quando vamos ter que aturar esse desrespeito ao contribuinte? Será que a obrigação é somente nossa? Ou deles também? Pense um pouco e responda esta pergunta: Por que pagar tantos impostos?
* por Elzis Carvalho, jornalista em Cuiabá e acadêmico de Economia na UFMT / artigo publicado no Midia News – MT
