Pirataria bancária
Uma pergunta aos que, por motivos variados, defendem a volta da CPMF: se eu pago ao banco pela manutenção de minha conta bancária, logicamente devo ter o livre direito de movimentá-la por causa dessa contratação de serviço. Onde encontrar, então, uma explicação plausível para custos adicionais em torno dessa relação contratual, decorrentes da incursão de “chupins institucionalizados” nas relações comerciais alheias, com o objetivo único e exclusivo de extorquir, como se fossem piratas saqueando navios em alto-mar?
Com base nesse raciocínio, tudo leva a crer que a futura presidente Dilma Rousseff, que já deu sinal verde aos governadores para essa cobrança abusiva, continuará com o ranço da política fiscalista e tributarista de seu antecessor, Lula da Silva, sugando o povo brasileiro e contrariando frontalmente todas as expectativas em torno de uma reforma tributária justa, necessária e urgente neste País.
Essa história de usar a saúde pública como pretexto para restabelecer esse “casuísmo bancário” já não cola mais, uma vez que perdeu a credibilidade quando a ganância do governo vigente desviou os recursos gerados com essa contribuição compulsória para gastos supérfluos com seus “ministérios faz de conta”, e desvios inconfessáveis, como os do mensalão, dólares na cueca, “aloprados” e, mais recentemente, as falcatruas de Erenice Guerra, que deixou a Casa Civil, por razões semelhantes às de José Dirceu, mas sem perder a amizade e o apreço da futura presidente, que já se prepara para avançar no bolso do indefeso contribuinte brasileiro.
* por Lino Tavares, jornalista / artigo publicado no jornal A Notícia

