Pessoas são pessoas…
… e máquinas são máquinas. Nos tempos atuais, os atores principais do jogo da vida são as pessoas. Henry Ford profetizou que as duas coisas mais importantes não aparecem no balanço das empresas: sua reputação e seus homens. Com a competição cada vez mais acirrada, em alguns momentos as pessoas são esquecidas. É preciso resgatar o que deu certo e o que não deu, dar trombada e fazer, vivenciar experiências e escrever.
Quando o assunto são pessoas, não existe fórmula mágica. As empresas de todos os segmentos têm várias soluções para atingir resultados por intermédio das pessoas. O desafio é não esgotar ou estressar o ser humano. Diante da batalha pelo cumprimento das metas e objetivos, fica difícil manter as pessoas sem nenhum fio de cabelo branco. Pressão, pressão, pressão. Quando iremos respirar aliviados?
De acordo com o consultor Josmar Bignotto, os conceitos estratégicos na gestão de pessoas passam por fatores externos que compreendem mercado, estruturas e perfil. Já nos internos seguem a seleção, desenvolvimento, avaliação, sucessão, reconhecimento e imagem. É um rolo compressor pelo qual passeamos diariamente. Não há como escapar da ciranda, a discussão é suavizar a caminhada, visando à diminuição do estresse e ao aumento da qualidade de vida. A mobilização das pessoas passa por executivos admitidos pela competência técnica e demitidos pela incompetência com suas equipes, a distância entre os avanços tecnológicos e os comportamentais e o efeito “comoditização” nas organizações.
O ser humano integral não tem manual. Cada um tem o seu mundo, que precisa ser encaixado no quebra-cabeça dos negócios. As organizações devem buscar a coerência entre o discurso e a prática. A capacidade de produzir diferenças e inovações precisa ser despertada. Esse é um dos grandes truques dos líderes. Somente quem pensa diferente pode fazer coisas diferentes.
As pessoas precisam ser integradas, envolvidas e alinhadas com foco nos negócios. A empresa de pessoas é diferente da empresa das máquinas, estruturas e produtos. Líderes são aqueles que, além das suas atribuições, conseguem ser diretores de pessoas. Jack Welch disse que a importância das pessoas em tempos de prosperidade é imensa… Nos maus tempos, elas definem o que uma empresa é.
* por César Döhler, economista – cesardohler@terra.com.br / artigo publicado no A Notícia

