Pessoas que sabem fazer
Isto é o summum bonum da educação profissionalizante: pessoas que sabem fazer graças à socialização do conhecimento e ao conhecimento aplicado. Conhecer é saber e saber fazer. A gestão do conhecimento capacita as pessoas a tomar decisões relevantes numa situação atual e específica, em um ambiente dinâmico. No esforço cotidiano para a geração de valor, inovação, sustentabilidade, é indispensável a ampla participação de todos os colaboradores, cabendo ao gestor fazer emergir a “inteligência oculta” comprovadamente existente nas organizações.
Enquanto as pessoas entenderem o trabalho como uma obrigação, um encargo, inexiste algo que as motive. No dizer do consultor inglês Ken Robinson, “a maioria das pessoas leva a vida sem nenhum prazer no que faz. Apenas toca a vida, esperando o sábado e o domingo”. Transformar o trabalho em felicidade, amar o que se faz e ser diligente são conselhos dos melhores educadores. Como afirma Jaqueline Weigel, diretora da Weigel Coaching, “o profissional com foco atinge resultados satisfatórios constantemente, e faz isso sem sofrimento”.
Devemos buscar o conhecimento no mais íntimo de nós mesmos e perseguir nosso propósito com a certeza de que temos o poder de atingir o estado desejado. Portanto, tenhamos confiança em nossas próprias potencialidades e façamos do estudo e do trabalho guias de nossa jornada.
Vários consultores encadeiam a geração de valor colocando em primeiro lugar os acionistas, depois os clientes e depois as pessoas. Outros iniciam com os clientes, depois os acionistas e em seguida as pessoas. Mas outro grupo de consultores elege em primeiríssimo lugar as pessoas, depois os clientes e os acionistas. As pessoas geram valor aos clientes que geram valor aos acionistas, e os três, em conjunto, geram valor à sociedade. O lucro é o pressuposto mínimo para atrair investidores e para dar sustentabilidade às organizações. Mas na raiz do sucesso estão as pessoas. Diferentementemente do setor financeiro, a única garantia dos acionistas são seus funcionários.
Se temos o direito de usar o conhecimento acumulado no passado, temos o dever de adicionar conhecimento ao futuro, para a evolução da humanidade.
* por Paulo Stolf, administrador, mestre em ciências contábeis e financeiras pela PUC/SP / artigo pubicado no A Notícia

