O sistema não quer que você fique rico!
Está passando nos cinemas a continuação de um dos filmes de maior sucesso da história do cinema nacional, “Tropa de Elite”. “Tropa de Elite 2” conta a saga do Capitão Nascimento contra o “sistema”, que é em suma o crime organizado na cidade do Rio de Janeiro. O mais interessante desse segundo filme é que Nascimento vai descobrindo aos poucos a verdadeira extensão do “sistema”. Pessoas em que ele confiava dentro da própria Secretaria de Segurança Pública se revelaram parte do crime organizado, e assim a trama vai evoluindo. A ideia após assistir ao excelente filme, diga-se de passagem, é fazer um paralelo do “sistema” as nossas finanças e como elas podem afetar o nosso desenvolvimento pessoal e financeiro. Vamos imaginar o “sistema” como ele fosse o nosso universo com relação ao dinheiro.
Temos uma verdadeira enxurrada de crédito, lojas oferecendo parcelamentos cada vez maiores para seus produtos, oferecendo cartões de crédito como se fossem bancos, marketing pesado , tudo para que você gaste e pague suas parcelas dentro da própria loja. Consumidores com o sentimento de estabilidade no emprego, comprando bens com prazos cada vez maiores, sem ao menos fazer contas de quanto esses produtos vão pesar no orçamento e quanto estão pagando de juros. O “sistema” no Brasil tem a maior taxa de juros do planeta, e poucas pessoas se lembram disso na hora de abrir um crediário… Além de pagar mais caro, estão ajudando a inflacionar os preços de produtos de maior valor, como automóveis e imóveis. O que vale aqui é a sensação do produto novo, não o sonho de uma aposentadoria tranquila.
Quem fala que dinheiro é chato, está dizendo a si mesmo que não gosta de dinheiro. O “sistema” sabe que as pessoas são desorganizadas com suas finanças, não fazem um bom planejamento de gastos futuros. Isso ocorre não só individualmente, mas dentro da própria família. Cada vez mais as pessoas dentro da mesma casa estão mais individualistas, pensam em si mesmas e no que elas vão comprar.
Adquirir bons hábitos financeiros, fazer um bom planejamento, investir em boas empresas (ou até mesmo abrir uma, sabendo o que está fazendo), saber evitar investimentos duvidosos ou que prometem retornos milagrosos, poderá fazer o “sistema” trabalhar a nosso favor, e não contra.
* por Antonio de Julio, consultor especialisdo em finanças pessoais / artigo publicado no AN Jaraguá
