O espírito transformador
As tendências indicam e já comprovam, em muitos casos, que empresas com modelo de gestão tradicional, de características mecanicistas e autoritárias e refratárias ao processo de globalização da economia mundial, tenderão ao fracasso.
Esta gestão tradicional, que revolucionou de forma decisiva a formação da vida econômica do século 20 e era adequada aos tempos de estabilidade e crescimento contínuo, hoje imprime incapacidade de relação, lentidão diante das demandas complexas do mercado atual e, portanto, precisa ser transformada.
Muitas iniciativas surgiram neste sentido: planejamento estratégico, desenvolvimento organizacional, gestão de projetos, de talentos, do conhecimento, governança corporativa. A empresa do século 21 será aquela sem fronteiras, que integrar funcionários, clientes, fornecedores e a comunidade da qual faz parte.
Acredito, porém, que a grande virada pode ocorrer quando qualquer organização puder ser entendida e trabalhada em quatro partes importantes e integradas: recursos, processos, relações e identidade.
Por recursos devem ser entendidos prédios, equipamentos, dinheiro – caminho para os produtos; por processos devem ser entendidos os fluxos de material, de informação, de documentos – caminho para os serviços; pelas relações devem ser entendidas a motivação, a liderança, a comunicação – caminho para as pessoas; e pela identidade estão relacionados a missão, as políticas, a filosofia de trabalho – caminho para os valores.
Empresas eficientes são as que se esmeram no nível dos recursos e dos processos, mas cuidam também das relações. Já as empresas excelentes focam na esfera da identidade, onde verdadeiramente tem origem o processo de transformação.
Com essa interpretação compartilhada entre sindicatos, funcionários, diretoria executiva e acionistas, o grupo Celesc segue firme para um novo momento, o da excelência, entendendo que é impossível haver progresso sem mudança e que quem não consegue mudar a si mesmo não muda coisa alguma.
Este momento visa à adequação dos novos tempos e traz as boas experiências, as lições aprendidas e a busca de um futuro de muito mais energia para todos os catarinenses.
Mudança ocorre com planejamento e gestão, ou melhor, com novo modelo de gestão!
* por Cleverson Siewert, diretor de distribuição da Celesc / artigo publicado no A Notícia

