O crescimento das redes sociais
Para 45% dos brasileiros, redes sociais substituem portais de notícia. A afirmação é do Instituto Ibope Mídia por meio de pesquisa realizada em setembro e divulgada na primeira quinzena de novembro. Intitulada “Many-to-Many o fenômeno das redes sociais no Brasil”, a pesquisa ouviu mais de oito mil pessoas em onze regiões metropolitanas do Brasil.
Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes.
Segundo Clay Shirky, jornalista e pesquisador norte-americano que estuda o comportamento do público diante do avanço tecnológico, “a revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas. Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos”. E é exatamente isto que pode ser observado nos últimos dez anos em função das novas mídias e, atualmente, das convergências midiáticas, ou o afunilamento de todas as ferramentas e softwares em um único aparelho ou canal.
De acordo com a pesquisa, uma das características constatadas é que de todos os que acessam redes sociais, há a mesma participação entre as camadas sociais, ou seja, as classes AB e C têm a mesma assiduidade no acesso.
Com relação às notícias, um dos motivos que levam estes 45% a preferirem as redes sociais para se informarem é que por meio das comunidades não há necessidade de se buscar informação. Pelo contrário, a informação é que busca o leitor através do conteúdo construído coletivamente e o direciona para a fonte original que pode ser um blog, ou mesmo uma novidade redigida em apenas 140 caracteres.
Os entrevistados alegaram, dentre outras coisas, otimização do tempo, informação e relacionamento. O estudo também mostra que o Orkut é acessado por 91% dos internautas brasileiros, o Facebook por 14%, Twitter 13%, MySpace 2% e Sonico 1%. Desses, 74% preferem seguir amigos e familiares, 60% celebridades e artistas, 35% jornalistas e sites de notícias, 26% empresas e profissionais relacionados ao trabalho e 18% empresas/produtos que consomem.
No Brasil, um em cada três brasileiros já está conectado à internet, o que gera um número aproximado de 70 milhões de internautas que gastam mais de 23 horas navegando. Destes, praticamente todos fazem parte de alguma rede social.
O país é o terceiro maior consumidor de internet do mundo, portanto, podemos vislumbrar um mercado altamente atraente e desafiador.
* por Osni Alves Júnior, jornalista

