Gestão pública mais inteligente
Com ajuda da informática e da inteligência empresarial, prefeitos podem tomar melhores decisões na hora certa.
A administração de uma instituição consiste numa série de escolhas. “Fazer ou não fazer? Investir ou não investir? Priorizar este ou aquele setor?” Um bom administrador pensa nas vantagens e desvantagens de uma ação antes de executá-la. E para escolher melhor, deve-se estar sempre “bem informado”. Em áreas estratégicas como a gestão pública, ter a informação correta não é apenas uma vantagem – é uma necessidade.
Pense no volume de dados gerados todos os dias numa cidade: consumo de água, arrecadação de impostos, emissão de notas fiscais, gastos das autarquias públicas, gestão dos funcionários… O gestor deve utilizar esses dados para beneficiar os cidadãos e aperfeiçoar o desempenho da máquina pública. Mas como gerir tudo isso? Ai entra a informática e a chamada Business Intelligence (BI): utilização de recursos para coleta, armazenamento e análise de informações.
Com a ajuda de computadores e softwares específicos, todas as informações geradas nas prefeituras são armazenadas num banco de dados e organizadas em gráficos e tabelas, destacando os pontos que necessitam de atenção. O gestor visualiza em tempo real os problemas e consegue executar ações mais eficientes – o que torna o processo de decisão mais inteligente. Além disso, as demandas de diferentes setores da cidade são vistas de maneira integrada. Assim, a administração municipal pode criar políticas públicas que atuem simultaneamente nas áreas da saúde e da educação, por exemplo.
O uso da business intelligence é uma das tendências da administração pública municipal. Com a sua utilização nas prefeituras, o investimento dos recursos públicos torna-se mais inteligente, beneficiando a todos. Afinal, com tecnologia avançada e boas informações, não ganha só gestor. Ganha a comunidade.
* por Aldo Luiz Mees, diretor-presidente da IPM Informática Pública Municipal e consultor em gestão pública informatizada

