Empresas familiares avançam na governança
A pesquisa Empresas Familiares 2010, publicada esta semana e desenvolvida pela unidade de pesquisas internacionais da PwC, revela melhoras significativas na implantação e desenvolvimento de processos de governança corporativa. A pesquisa inclui apenas empresas familiares de pequeno e médio portes localizadas em 35 países.
Chama a atenção que o segundo foco de investimentos das empresas brasileiras seja a governança e estruturação da gestão. Nada menos que 82% dos entrevistados planejam investir nestes setores no Brasil, contra 33% no mundo. Estes itens estão, inclusive, acima das aplicações em cadeia de suprimento, logística, infraestrutura de TI e marketing. Para as organizações familiares, investir em governança corporativa traz resultados no aumento da produtividade e competitividade em curto prazo – próximos 12 meses.
As informações da pesquisa pintam um quadro muito realista sobre as empresas controladas pela família dos fundadores. Existe uma real preocupação em tornar essas organizações mais fortes e preparadas para os desafios do mercado contemporâneo. A blindagem da empresa em médio e longo prazos pode ser percebida em virtude das projeções futuras de seus gestores. Dos entrevistados, no Brasil, 57% informaram que planejam passar a empresa para a próxima geração e 27% esperam uma venda para fundos de private equity.
Para conseguir profissionalizar as empresas, as famílias controladoras estão implantando uma série de mecanismos de verificação e apoio à gestão. Os mais citados são o acordo de acionistas, disposições para entrada e saída, constituição de família, avaliação de desempenho e mediador externo.
A saúde financeira das empresas familiares é ponto central para a economia no Sul do País. Entre as maiores empresas da região, parte significativa delas é de origem familiar. O processo de amadurecimento do mercado e a profissionalização da alta gestão já estão produzindo resultados significativos.

