Dia da mulher: Uma data para marcar o amanhã
Normalmente, as datas do calendário civil são criadas para marcar fatos e decisões importantes que merecem registro na história do país. Nessa agenda é inevitável também uma dose de nacionalismo, permeado por símbolos pátrios. Há ainda as propostas reparadoras, que se alimentam da onda politicamente correta que tomou conta do mundo.
O dia da mulher, apesar da tentativa de fazer da data um bastião do feminismo, com suas implicações politicamente manipuladas por grupos de interesse, o que a empobrece diante de sua força histórica, pode ainda ser compreendida como um grande marco da democracia. Pois não são poucas as mulheres que já se depreenderam da condição de vítimas e passaram a gerir sua própria vida, comandar a família e seguir adiante, com seus planos e sonhos, superando obstáculos.
Essa condição, de mulher líder, não é privilégio de integrantes desse ou daquele agrupamento socioeconômico. Não é privilégio de rico. Claro que há ainda o machismo, a brutalidade contra a mulher.
Mas as forças que regem esse submundo é a mesma que rege o mundo do crime: uma boa dose de ignorância, problemas de caráter, distúrbios psíquicos e a impunidade congênita ao sistema jurídico brasileiro, que não trata os infratores como eles deveriam ser tratados.
Entendo, portanto, que houve muitos avanços sociais que permitem às mulheres mostrarem sua força, que se revela por todos os cantos: nas donas de casa, nas faxineiras, nas professoras, nas profissionais liberais, nas empresárias, indo até a presidente do Brasil. Agora temos um exemplo mais do que substancial para demonstrar que as mulheres não precisam se apegar à condição de vítimas para conseguir seu espaço na sociedade, basta lutar, estudar e vencer.
O aspecto mais importante desta data está na percepção de que todos, homens, mulheres, jovens e adultos, podemos, portanto, vencer, desde que não nos entreguemos às facilidades do cotidiano. Desde que não fiquemos a choramingar a vida, na condição de vítimas. Mas, para isso, é fundamental o empenho, ter um objetivo, estudar muito, estar bem informado e não deixar que as picuinhas nos tirem do caminho. Seguindo essa orientação básica e honesta, a margem para o sucesso é muito grande. A autosuperação deve ser a marca do Dia da mulher.
* por Luiz Antonio Balaminut, contador e advogado

