Compromisso com o desenvolvimento
Em debate realizado no dia 17, na sede da Fiesc, os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado assumiram dois importantes compromissos com o setor empresarial de SC. Na presença do presidente da entidade, Alcantaro Corrêa, e das mais importantes lideranças empresariais do Estado, Angela Amin, Ideli Salvatti e Raimundo Colombo assinaram documento no qual asseguram que, no governo, não tomarão qualquer medida que resulte no aumento da carga tributária. Também garantiram a criação de um grupo de trabalho para discutir com a Fiesc formas de eleger prioridades e viabilizar as propostas contidas no documento Desenvolvimento SC: uma visão da Indústria.
A posição dos candidatos, que neste domingo submetem seus nomes à escolha dos eleitores catarinenses, é um passo muito importante para o desenvolvimento do Estado. Claro que a sociedade catarinense quer mais do que evitar o aumento dos impostos. Eles precisam, na verdade, cair, para que as empresas tenham condições de competir em igualdade de condições com os seus principais concorrentes e para que o consumidor tenha facilitado o acesso aos produtos e serviços. E é isso que a Fiesc vai buscar ao longo do mandato dos próximos governantes.
Mas, ter a palavra de que não haverá alta na carga tributária estadual é um primeiro passo, que não pode ser desprezado. Afinal, ao se deparar com os desafios das despesas ilimitadas, é comum o governante cair na tentação fácil do aumento da carga tributária, quando o corte dos gastos de custeio é o caminho certo para viabilizar a redução dos tributos e o aumento dos investimentos, medidas que a sociedade cobra com expectativa cada vez maior, como demonstra a ampla repercussão das propostas do Movimento Brasil Eficiente.
O segundo ponto assumido pelos candidatos não é menos relevante. Desenvolvimento SC: uma visão da Indústria é uma agenda complexa, elaborada com consistente participação de empresários de todas as regiões do Estado e da população economicamente ativa.
Não há a ilusão de que as ambiciosas – mas factíveis – propostas nele contidas virem realidade apenas a partir de ações isoladas do governo. Iniciativas como a criação de um novo eixo de desenvolvimento no sentido Leste – Oeste, a recuperação do tempo perdido pela Região Sul pelo atraso na conclusão da BR-101, por exemplo, e a mobilização necessária para um salto de qualidade na educação, desde a fundamental até a profissionalizante e a de nível superior, são algumas das questões críticas que exigirão o envolvimento de toda a sociedade. Tanto é que o documento foi entregue também aos candidatos à Presidência e aos postulantes aos parlamentos estadual e federal. Mas a liderança do Governo do Estado, mobilizando, junto com o setor empresarial, a sociedade e a União, será decisiva para colocar em prática aquilo que os catarinenses esperam e merecem.
A população podem ter a certeza de que, se forem enfrentados com firmeza os obstáculos à competitividade que estão fora do controle das empresas, como a infraestrutura e a carga tributária, o setor produtivo catarinense poderá contribuir muito mais para o desenvolvimento sustentável de SC e do Brasil. Por isso, o documento assinado na Fiesc, no dia 17, representa um primeiro, mas importantíssimo, passo para que SC inicie um novo ciclo de desenvolvimento socioeconômico.
* por Glauco José Côrte, presidente em exercício da Fiesc / artigo publicado no A Notícia
