Compras: Nova era
Estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) indicam um crescimento de 20% para a indústria de cartões no país em 2010, superando R$ 500 bilhões de faturamento. Sem dúvida, trata-se de um negócio rentável. Contudo, o setor carece de uma legislação específica para harmonizar o mercado.
A partir de hoje, a indústria de cartões de crédito entra numa nova era, com o fim do monopólio das credenciadoras de estabelecimentos comerciais e a unificação das máquinas leitoras desses meios de pagamento no varejo. A mudança vai forçar também a redução das taxas que tanto afligem os lojistas e consumidores. Estava mais do que na hora de termos um equilíbrio no relacionamento com as credenciadoras.
Esta primeira grande vitória é apenas o início da caminhada rumo a regulamentação da indústria de cartões de crédito. Precisamos ainda reduzir os prazos de recebimento, que no Brasil, para quem vende com cartão, chegam a 30 dias, e diminuir os juros e taxas impostos pelas administradoras. Os lojistas, por sua vez, devem analisar os contratos, evitando fidelização neste momento, e buscando negociações em conjunto.
* por Roque Pellizzaro Junior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas / opinião publicada no Jornal de Santa Catarina

