A quem pode interessar?
O fortalecimento de uma classe profissional passa pelo comprometimento dos profissionais que a compõem, principalmente, pelo seu corpo diretivo que tem por obrigação zelar pela união de todos os entes representativos, pois todas buscam um só objetivo, a melhoria em todos os sentidos para que os profissionais possam exercer sua profissão condignamente. Os SESCONs, SINDICONTs, FECONTESC e o CRCSC, são entidades interligadas, não há como ver uma atuando separadamente da outra. Quanto mais organizada é uma classe profissional, mais força possui para defender suas questões na prestação de bons serviços.
Reafirmo que não há como desvencilhar o trabalho de cada entidade da responsabilidade intrínseca que existe entre todas. A somatória é sempre benéfica. A ruptura da união entre essas forças tem graves consequências, resultando em prejuízos de toda ordem. O principal deles é o enfraquecimento daqueles que possuem maior dependência e que ainda estão buscando os seus espaços. Isso sem falar na representatividade de cada entidade, pela qual viemos lutando por muitos anos e não podemos ficar a mercê de vermos nenhuma das entidades representativas voltarem para o ostracismo.
Há muito tempo luta-se pelo reconhecimento profissional e social; e as respostas a essas lutas estão surgindo. Entretanto, todos os esforços nesse sentido teriam produzido muitos mais resultados se as entidades continuassem atuando unidas, respeitando-se e fortalecendo-se, como vimos nos últimos anos, cada uma cumprindo seus princípios legais. A quebra do elo de uma corrente a essa altura da luta é desastrosa e está prestes a arrasar completamente todo o trabalho de muitos anos, atingindo outras esferas, pelo estrelismo de quem as dirige.
Causou-nos estranheza o comportamento de um grupo de profissionais, que tem como objetivo a autopromoção, única razão que nos leva a entender esse distanciamento das demais entidades, e que não medem as consequências maléficas dos atos que praticam para a manutenção do poder centralizado, agindo na contramão da história, haja vista termos no mundo povos que subjugados por muitos anos pela ditadura, saindo às ruas em protesto contra esses governos, pedindo a mudança e a alternância do poder. Sem falar que a troca das cadeiras irá circular em volta das mesmas pessoas, há muitos anos no poder.
Considero uma atitude inconsequente que põe em risco uma classe de relevante importância para a sociedade, haja vista que os profissionais contábeis, sejam eles colaboradores, empresários ou mesmo que atuam em repartições públicas, possuem um papel de transformadores da sociedade e precisam contar com a proteção e a unicidade dos sistemas que o representam. As veiculações em mídias corporativas deixam claro que, mesmo tendo a participação de todas as entidades, são divulgadas como se somente houvesse um protagonista, e assim agem em tudo que podem em detrimento das demais entidades “parceiras”.
Há entidades com receitas compulsórias e as demais sobrevivem através do associativismo oferecendo em troca vários serviços para sua manutenção. Perguntamos: Por quê? Por que não agir para o fortalecimento e deixar que todas as entidades possam ficar mais fortes, seja financeiramente ou na sua representatividade. O que não podemos é deixá-las a deriva, como vem acontecendo e, consequentemente, caminharem para a extinção. A quem isso pode interessar?
* por Augusto Marquart Neto, presidente licenciado do Sescon Grande Florianópolis


Seria interessantíssimo dar “nome aos bois”
Jogar caca no ventilador e sair correndo não esclarece nada.