2011
Corre a expressão que 2011 será um ano ímpar e, com certeza, será. Se por um lado podemos esperar novidades e mudanças, pelo outro quem esperar mais do mesmo tem mais chances de acertar. Seja no ambiente municipal, no estadual ou no federal a possibilidade que tenhamos um excesso de mais do mesmo é muito alta.
Os resultados das eleições mostram que os eleitores estão satisfeitos com o que há, então, no governo estadual a turma que esta, fica, com pequenas mudanças, mais de forma que de fundo. No governo federal, vivemos uma dança das cadeiras, em que a maioria dos nomes são os mesmos e só mudam as cadeiras que ocupam. Ainda adereçado com a volta dos que nunca foram embora.
Em Joinville, a possibilidade de mudanças é cada dia mais remota, o que é uma pena. A gestão municipal recebe, nas pesquisas, índices escandalosos de péssimo e ruim e o prefeito permanece, firme e forte, segurando o leme e mantendo o rumo. Não tem quem não fique surpreso com o seu estoicismo frente as críticas. Parece uma versão moderna do monge José Maria, tal a segurança que transmite aos mais próximos. A convicção com que divulga e acredita que 2011 será o ano da virada, apesar de ter algo de messiânico, merece o nosso reconhecimento.
Parece maluquice imaginar que fazendo as coisas da mesma forma de sempre, poderemos esperar resultados diferentes ou inclusive melhores. O bom senso, que com certeza existe está esquecido em alguma gaveta. Mas o bom senso sugere que se o rumo continua o mesmo e o ritmo não muda, os problemas que Joinville enfrenta hoje continuarão sem ser resolvidos e estarão esperando ao novo prefeito no dia 1º de janeiro de 2013. Os problemas serão maiores, mais caros e exigirão um esforço maior de todos para serem resolvidos.
Entretanto a previsão para 2011 é a de requalificar alguns espaços, revitalizar algumas áreas e requentar alguns projetos, os mesmos de sempre.
Tem razão quem acha que 2011 será um ano ímpar e posso afirmar sem muitas dúvidas que 2012 será um ano par. E é neste passo que vamos empurrando dias, meses e anos, esperando que as lentilhas, o porco, a champanha ou a romã operem os milagres que a planificação, o trabalho e o esforço não tem conseguido.
* por Jordi Castan, paisagista em Joinville / artigo publicado no A Notícia

