Remédios para fortalecer os pequenos
As estatísticas oscilam conforme a fonte, mas quase sempre são desalentadoras. Uma delas aponta que 70% das pequenas e médias empresas brasileiras cerram as portas antes de chegar aos quatro anos. Outra fonte contabiliza metade dos novos negócios morrendo em menos de dois aninhos. Os números melhoraram um pouco, de tempos para cá, e é fato que até nos Estados Unidos os índices de quebra precoce são elevados, mas o problema exige atenção redobrada pelo tanto de impacto social que os empreendimentos do gênero tendem a produzir – positivo ou negativo, naturalmente, à medida que avancem ou padeçam.
O projeto de ampliação do regime tributário batizado de Supersimples, por exemplo, merece aplausos demorados exatamente por mirar em uma das causas graves de doenças terminais entre as pequenas e médias empresas, que é a pesadíssima e desestimulante carga fiscal. Outro remédio eficaz provém da atuação de entidades como o Sebrae e a Ajorpeme, no caso de Joinville – que desenvolvem iniciativas para qualificar a gestão, do nascimento à maturidade das organizações. Para completar, o acesso cada vez mais amplo ao crédito barato estimula os empreendedores a investir, criar empregos, crescer e aparecer.
É com esses instrumentos que os pequenos viram médios, os médios ganham músculos e se transformam em grandes. No entanto, nessa trajetória, uma questão elementar diz respeito à confiabilidade absoluta dos parceiros que se busca cultivar para dar conta daquelas áreas em que, por não ter expertise própria, a empresa necessita de suporte e assessoria. Independentemente do segmento ou porte do seu negócio, o empresário deve tomar cuidado quintuplicado ao contratar serviços de terceiros – em especial quando se tratam de atividades delicadas como auditoria, contabilidade e gestão financeira –, para não levar um tropeção que pode ser fatal. Nestes tempos de internet, é jogo rápido “tirar a ficha” do candidato a fornecedor, afora as certificações formais de praxe. Como diziam os antigos, cautela (como caldo de galinha) nunca é demais.
* por Guilherme Diefenthaeler, jornalista e empresário em Joinville e autor do livro “Jornalismo Empresarial: Isso é Possível?”
