Eleições 2012, políticos precisam repensar o futuro da sua atuação
Minha percepção das necessidades da população não perpassa os meios físicos propriamente ditos. Construir mais leitos de hospital não resolve os problemas crônicos de trato social e familiar, como o molestamento infantil, a violência doméstica, o alcoolismo, o tabagismo e a drogadição, por exemplo.
O tratamento não deve ser de efeitos e consequências, mas sim de causas e raízes. E isto, não só na área da saúde, como na educação, segurança pública, cultura, entre outras. O futuro do mundo está na educação.
A física quântica junto com a epigenética já descobriram que muitas das doenças são psicossomáticas e são provenientes de traumas resgistrados na memória celular, informações que ficam registradas no corpo. Ou seja, unindo ciência, inteligência e esforços, podemos tornar as pessoas mais felizes e saudáveis. Não precisamos de mais médicos mercenários e mais remédios de uma indústria que visa lucro e opera como cartel. Precisamos de mais psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais e terapias alternativas que tratem as pessoas de forma integral e multidisciplinar. Mas como fazer isto se o SUS paga por hora, cerca de R$ 1,50 por um profissional destes, como no caso do fisiotarepauta?
Priorizamos barro, saibro, pontes e as pessoas que “se explodam”? Países no oriente se reergueram por causa da educação e o Butão tem o seu foco na FIB e não no PIB. Felicidade Interna Bruta é mais importante do que Produto Interno Bruto.
O desafio dos governantes do futuro é a humanização e não só a capacidade gerencial e administrativa. Administrar de forma tentacular um governo é fácil, difícil é quebrar paradigmas históricos da produção em série, do racismo, do fundamentalismo religioso, do machismo, e pensar o mundo de forma “revolucionária”, um mundo onde a saúde e a educação priorizem o ser humano tratando e prevenindo doenças, comportamentos violentos, desagregação da família, etc. Tratando isto, tratamos as pessoas e tratando as pessoas teremos necessidade de menos policiais, menos hospitais e menos presídios.
Paguemos melhor os professores, criemos uma cultura de base para as pessoas. Além disso, como diria Titãs: “A gente não quer só comer”, cultura embeleza a vida, alivia o sofrimento e abre novos horizontes. Existem projetos no mundo todo tirando jovens e crianças das ruas por meio da música, dança e esporte. O futuro está na humanização e o novo prefeito ou os novos vereadores tem que pensar nisto.
* por Ana Paula Peixer, radialista, escritora, palestrante, teóloga e diretora da Rádio Mais FM em Joinville/SC. www.anapaulapeixer.com ou www.mais.fm

