Passada a implementação da Resolução CVM 175, que abre os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidcs) para que investidores do varejo possam aplicar seus recursos, o investimento nesses produtos subiram 52%, totalizando R$ 14,4 bilhões ao final de setembro deste ano.
“Embora o volume dos FIDCs ainda seja pouco representativo na carteira dos brasileiros, a decisão da CVM Comissão de Valores Mobiliários abriu mais uma via de diversificação para o pequeno investidor e estimulou gestores a estruturem novos produto pensando nesse público”, afirma o executivo da Anbima.
No caso dos fundos de renda fixa, o crescimento nas aplicações cresceu 32,6% de dezembro de 2023 para setembro de 2024, somando R$ 766,95 bilhões. Os fundos imobiliários apresentaram alta de 18,1%, totalizando R$ 109,20 bilhões. Os ETFs avançaram 42,9%, somando R$ 10,68 bilhões.
Títulos isentos
Os produtos com benefício fiscal também foram destaque, de acordo com a Anbima. Os investimentos em títulos isentos teve aumento de 10,3% de dezembro de 2023 a setembro de 2024, alcançando um montante de R$ 1,18 trilhão.
Correa Júnior diz que as mudanças nas regras colocadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em fevereiro deste ano, limitando as emissões e ampliando os prazos de carência de Certificados de Recebíveis do Agronegócio e Imobiliários (CRAs e CRIs) e das Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliário (LCAs e LCIs), trouxeram uma expectativa sobre como seria o comportamento dos produtos.
“O que nós vimos foi um crescimento, em muitos casos de dois dígitos, na procura por esses títulos em função da Selic em alta e da busca por rentabilidade e segurança, mesmo que com liquidez menor”, destacou.
Com isso, os CRIs apresentaram crescimento de 32,5%, alcançando R$ 83,02 bilhões, seguidos pelos CRAs, com alta de 23,7% e totalizando R$ 115,08 bilhões. Já no caso das LCIs e LCAs, os avanços foram menores, de 5,7% e 7,7%, respectivamente, com montante de R$ 339,35 bilhões e R$ 450,59 bilhões, na mesma ordem.
Ainda dentro dos produtos com benefício fiscal, as debêntures incentivadas cresceram 17%, para R$ 77,27 bilhões. Fora do ambiente de benefício fiscal, as debêntures tradicionais somaram R$ 44,62 bilhões, alta de 26,7%.