Balanço social
A publicação do balanço social começou a se tornar uma prática por parte de algumas empresas brasileiras a partir da década de 1980, como uma iniciativa voluntária de divulgação de informações estruturadas de ordem econômico-financeira e também sociais e ambientais. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e alguns conselhos regionais destaque para os de Santa Catarina e do Rio de Janeiro, há alguns anos, passaram a adotar esse documento como instrumento de transparência de gestão.
No âmbito dos conselhos de profissões regulamentadas do Brasil, os de contabilidade estão entre os pioneiros a assimilar a importância da publicação, adotando o relatório para divulgar, aos contabilistas e a todas as partes interessadas, dados que expressam os resultados da incorporação da responsabilidade socioambiental nas ações executadas.
No CFC, o primeiro balanço social foi publicado em 2006, na gestão da ex-presidente Maria Clara Cavalcante Bugarim, que avalizou o projeto apresentado pela vice-presidência de Desenvolvimento Operacional do CFC, da qual estive à frente de 2006 a 2009. A partir de 2007, o balanço social do CFC passou a ser denominado de Balanço Socioambiental para ressaltar, também, as ações de caráter ambiental incorporadas pela instituição.
Desde então, os cinco volumes editados pelo CFC – o documento relativo a 2009 será lançado neste mês de maio – traduzem a forma como este colegiado trabalha com os princípios considerados básicos às boas gestões das organizações.
Ao disponibilizar as informações, o conselho expressa a confiança e a harmonia existentes nas relações da instituição com os seus públicos.
A iniciativa também atende o princípio da equidade, ou seja, o respeito à igualdade no tratamento das questões de todas as partes envolvidas com a instituição.
* por Juarez Domingues Carneiro, Presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) / artigo publicado no Diário Catarinense

