Proteção da informação já está na agenda dos executivos brasileiros
A dinâmica empresarial, marcada pela rapidez na tomada de decisão, pela racionalização dos processos, pelo processamento gigantesco de informação e pela pressão sobre resultados, dificulta o estabelecimento de práticas sustentáveis de proteção de informação.
A proliferação da comunicação via web, por meio de emails e redes sociais e a facilidade de acesso e uso dos dispositivos móveis como tablets, smartphones e pendrives, dificulta o controle sobre o movimento da informação nos meios eletrônicos e dispositivos pessoais ou corporativos.
O uso de iPads para ler e enviar emails da empresa ou para acessar informações gerenciais vem tornando-se prática comum nas organizações, assim como o uso de redes sociais para fins pessoais, profissionais e empresariais.
O fato é que crescem os casos de roubo de propriedade intelectual, de exposição de dados estratégicos das organizações e de vazamentos de informações confidenciais. Delinear e controlar as fronteiras da informação corporativa tem sido um enorme desafio para os executivos das organizações.
Na edição 2011 da Pesquisa Global de Segurança da Informação da PwC, realizada com cerca de 13 mil executivos em todo mundo, os resultados apontam que a principal estratégia para a mitigação de riscos relacionados à segurança das informações está relacionada a proteção de dados, com 71% das indicações gerais da pesquisa.
O tema está claramente na agenda dos executivos de todo o Brasil. De acordo com a pesquisa, 83% dos respondentes brasileiros indicam proteção de dados como “importante”, “muito importante” ou “prioridade imediata”.
Porém não é claro até que ponto este elevado interesse no tema está relacionado a incidentes de vazamentos de dados previamente ocorridos ou devido a novos fatores de risco, como dispositivos móveis e redes sociais.
Mas o fato é que nos quatro últimos anos da pesquisa, os resultados apontam que os impactos para os negócios resultantes de incidentes de segurança, de perdas financeiras a comprometimento da marca e da reputação da organização, aumentaram em mais de 233%.
Este é um dado que, apesar de aparentemente negativo, pode ser encarado de outra forma, uma vez que a proteção da informação deixa de ser preocupação exclusiva dos profissionais de Tecnologia da informação e passa definitivamente para a agenda do Diretor Financeiro e do Presidente das organizações.
* por Jerri Ribeiro, sócio da PwC Brasil da área de Consultoria de Gestão de negócios para a Região Sul.

