Contabilidade ajuda na transparência
Os novos rumos das informações contábeis seguem a mesma tendência política de tornar cada vez mais transparentes os gastos do setor público. O país agora segue a International Financial Reporting Standards (IFRS), ou seja, as Normas Internacionais da Contabilidade. Isso significa uma linguagem universal que deve traduzir cada vez mais a realidade das empresas e organizações em geral, tornando balanços mais claros e objetivos.
Os dados numéricos continuam sendo analisados com profundidade, mas ao se transformarem em demonstrações contábeis passam a ficar mais acessíveis e com informações relevantes por meio das notas explicativas. E é esse nível de definição das notas a grande dúvida entre contadores e os próprios empresários ou executivos que estão lidando com a novidade. Mesmo sendo menos formais, as notas explicativas não podem ser simplistas. Os contadores precisam estar preparados para atender os requisitos das novas normas, que exigem parâmetros mais compreensíveis, relevantes e possíveis de comparação.
O profissional da Contabilidade está ganhando ainda mais espaço para oferecer informações confiáveis que servirão para tomada de decisão de acionistas, executivos, investidores – existentes ou potenciais, funcionários, clientes, governo e população em geral. Incluiremos os balanços patrimoniais nas peças para que seja mais visível o valor de uma empresa e, ainda, análises da gestão de estoques e outros itens.
O Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina vem atuando fortemente para simplificar a aplicação das normas às empresas com faturamento até 3,6 milhões/ano. E a participação do profissional da Contabilidade é fundamental nessas discussões, como o encontro que vai debater a ITG 1000, um plano de contas simplificado destinado a pequenas e microempresas.
Estamos presenciando dia-a-dia os avanços na qualidade dos dados financeiros e nossa expectativa é que a IFRS nos permita fortalecer essa cultura da transparência. O contador é muito mais que um profissional operacional, somos orientadores e facilitadores nas decisões fundamentais dos executivos e empreendedores. Com as Normas Internacionais isso ficou ainda mais evidente.
* por Adilson Cordeiro, contador, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina

