Reforma tributária poderia elevar o PIB brasileiro em até 8%, aponta estudo

Pesquisa de mestres e doutores pela FGV EPGE publicada no Journal of Economic Dynamics and Control estima ganhos de bem-estar de 1,8% com simplificação e uniformização de alíquotas – Foto: Pixabay
Um estudo conduzido por Professor da EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) e egressos do Mestrado e Doutorado Acadêmico mostra que reformas voltadas a simplificar o sistema tributário brasileiro (reduzindo a heterogeneidade de alíquotas e a tributação cumulativa entre setores) podem gerar impactos expressivos sobre a atividade econômica e o bem-estar da população. O artigo “Tax reforms and network effects”, publicado no Journal of Economic Dynamics and Control, estima que a eliminação de distorções poderia elevar o PIB em até 7,9% e o bem-estar em 1,8%.
Os autores destacam que apenas a redução da dispersão de alíquotas já traria um ganho de 6% no PIB. A pesquisa utilizou um modelo de equilíbrio geral multissetorial com poder de mercado, calibrado para o Brasil, incorporando interconexões via insumos intermediários. Nesse cenário, mesmo setores que sofreriam aumento de alíquotas poderiam ser beneficiados por maior demanda e eficiência sistêmica.
O estudo ressalta que a simplificação e a uniformização das regras reduzem custos, incertezas e distorções nos preços relativos, fortalecendo a competitividade e promovendo equidade entre setores. Para os autores, uma reforma bem desenhada amplia a produtividade e gera efeitos em rede que potencializam os ganhos para toda a economia.
O trabalho é assinado por Pedro Cavalcanti Ferreira (Professor da FGV EPGE), Diego B. P. Gomes e Bruno R. Delalibera (doutores pela FGV EPGE, atualmente no Fundo Monetário Internacional e na Universidade de Barcelona, respectivamente) e Johann Soares (mestre pela FGV EPGE). Leia o artigo completo em: Journal of Economic Dynamics and Control
Leia o artigo completo em: Journal of Economic Dynamics and Control
Fonte: FGV


A Reforma Tributária brasileira é uma ficção. Poderia elevar os ganhos para a economia brasileira se tivesse tomado a direção descentralizadora. Do jeito que está, virou um um mastodonte horrível, acabou com o sistema federativo brasileiro e simplesmente depreciou com força o poder do nosso voto, uma vez que distanciou as decisões das necessidades. Estou decepcionado com meus representantes no Congresso Nacional. Acho que do jeito que está montada a administração nacional, o Brasil só vai andar de ré.