Da necessidade à excelência

REDAÇÃO

Escolher uma profissão é um privilégio do mundo contemporâneo. Os mais “experientes”, ou seja, aqueles de “outras épocas”, nem sempre puderam se dar ao luxo de optar por um sonho, um projeto de vida. Foi assim com o empresário Augusto Marquardt Neto, 63, que para auxiliar a família, iniciou como office-boy em uma contabilidade na capital paulista.

Um ano na atividade foi suficiente para o adolescente de 15 anos, à época, se apaixonar pela carreira. “Nossa origem foi modesta. Eu e duas irmãs fomos criados pelos avós paternos”, lembra, acrescentando que após doze meses foi promovido a visitador fiscal. “Visitava clientes semanalmente.”

Na nova função fazia serviços externos escriturando livros fiscais, além de apurar impostos. “Na parte trabalhista, efetuava o registro de empregados, cálculo de rescisões e demais rotinas do setor”, conta. A identificação com o segmento o levou para uma escola técnica.

Formado e morando em Florianópolis, atuou por sete anos no Grupo Portobello quando o viés empreendedor falou mais alto. De funcionário, virou patrão. Em sociedade com a esposa Valdete, fundou em 1989 a Líder Serviços Contábeis. Ela também tem especialização técnica.

Apesar de não ter, inicialmente, escolhido a profissão, sem dúvida Marquardt foi escolhido por ela. Realizado, ele afirma aprender ainda hoje com a atividade. A iniciativa que por si só já seria de sucesso, cresce ainda mais ao se dar conta que há 28 anos ele gera trabalho e renda a outras famílias.

“Como empresário contábil, além de fomentar empregos diretos e movimentar a economia, ainda pude participar de entidades de classe como conselheiro no CRCSC, diretor e presidente por duas gestões no SESCON-GF e agora na Fenacon, que tem sua sede em Brasília”, ressalta.

Pai de três filhos, conseguiu cativar a prole e hoje todos desenvolvem a mesma atividade, fazendo da Lider Contabilidade uma companhia familiar de sucesso na capital catarinense. “Tenho orgulho de tê-los comigo”, frisa, citando André, Adriano (in memoriam) e Alexandre.

Ele, que chegou a Florianópolis com 22 anos, olha para trás e vê uma trajetória assertiva, fundamentada em dedicação, confiança e em relacionamentos construídos para durar. “Migrei de Estado sem ter família ou raízes por aqui”, afirma, impulsionado apenas pelo desejo de crescer e se desenvolver profissional e socialmente. (OAJ).

 

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